VOCÊ ESTÁ CERTO, E EU ESTOU ERRADO!
As vezes somos postos em situações, em desertos, em tempestades para que aprendamos a ver e dizer ou assumir estou errado.
Não é fácil, aliás nada fácil, mas é muito gratificante reconhecer que somos falhos, humanos, erramos.
Apesar de seu ciúme de Davi, de seus arrependimentos de curta duração e de seus complexos, o rei Saul, de vez em quando, falava alguma coisa certa e bonita.
Extremamente comovido pelo comportamento nobre de Davi - que não se vingou dele, apesar da circunstância favorável ao crime -, Saul começou a chorar e disse àquele a quem perseguia: “Você está certo, e eu estou errado. Você tem sido muito bom para mim enquanto que eu lhe tenho feito muito mal” (1 Samuel 24:17).
Essa é uma confissão explícita e muito difícil de fazer! Quantos pais dizem ao filho: “Você está certo, e eu estou errado”? Quantos filhos dizem ao pai: “Você está certo, e eu estou errado”? Quantos esposos dizem ao cônjuge: “Você está certo, e eu estou errado”? Quantos pastores dizem à sua ovelha: “Você está certo, e eu estou errado”? Quantas ovelhas dizem ao pastor: “Você está certo, e eu estou errado”?
Curioso é que, alguns anos depois - quando já era rei de todo o Israel, no lugar de Saul -, Davi ouviu outra palavra totalmente oposta. Ao invés do confortável “você está certo, e eu estou errado”, de Saul, Davi ouviu o desconfortável “você está errado, e eu estou certo”, do profeta Natã.
No primeiro caso, Davi era muito inocente; no segundo caso, era muito culpado. Era vergonhosamente culpado porque havia quebrado dois mandamentos do Decálogo, um atrás do outro: “Não adulterarás” e “não matarás”. Por causa desses e de outros graves delitos, Natã tinha a obrigação de dizer-lhe, em nome de Deus e sem o menor constrangimento: “Você fez uma coisa horrível”, “você fez com que Urias fosse morto na batalha”, “você desobedeceu”, “você tomou a mulher de Urias”, “você pecou em segredo”. E Davi deu toda razão a Natã: “Eu pequei contra o Senhor” (2 Samuel 12:7-13).
Toda essa história quer dizer que não podemos abrir mão nem de uma expressão nem da outra. Ambas requerem uma grande dose de coragem, de sabedoria, de acerto e de humildade.
Às vezes, precisamos dizer: “Você está certo, e eu estou errado”; em outras: “Você está errado, e eu estou certo”.
Que todos nós possamos ter a mesma humildade de dizer “Você está certo, e eu estou errado”, quando for preciso. E também termos coragem e amor na hora que precisarmos confrontar nossos irmãos e lhes dizer “Você está errado, e eu estou certo”.
Deus te abençoe!
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