quinta-feira, 5 de julho de 2012

QUEM NUNCA PECOU/ JUNTANDO OS CACOS


JUNTANDO OS CACOS!

A PAZ QUERIDOS  IRMÃOS EM CRISTO

Se alguém lhe perguntasse quantas vezes você já pecou na sua vida, o que você responderia?

Não sei qual seria a sua resposta, mas creio que deve ser bem parecida com a minha: Eu já perdi a conta dos meus pecados faz muito tempo! Mas, graças a Deus, até hoje, todos eles foram confessados, e com toda certeza perdoados em Cristo Jesus.

Sabe o que mais me incomodava no passado com respeito aos meus pecados, além, é claro, de que eles ofendiam a Deus? Era o fato de eu acreditar que estava tudo acabado para mim em termos de ser útil para Deus.

A cada pecado que eu cometia eu pensava: “Pronto, agora nunca mais Deus irá usar a minha vida! Eu sou mesmo um miserável!”. Eu perdi as contas de quantas vezes repeti as palavras do apóstolo Paulo: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço... Miserável homem que sou!” (Romanos 7:19,24).

Mas um dia comecei a entender melhor o amor de Deus e a Sua graça, e também o fato de que meus pecados jamais surpreenderão a Deus. E que, sem eu perceber, a cada perdão que o Senhor me concedia, mais eu me sentia perto Dele, e o amava.

E descobri também que a Bíblia é um livro repleto de histórias de homens e mulheres pecadores, como eu e você, mas que foram transformados por Deus, dia após dia, através de suas quedas, lutas e provações.

Certa vez um turista que passeava por um povoado europeu parou para observar um artesão especialista em ornamentar porcelana com fios de ouro.

Ele observou o artesão pegar um de seus trabalhos mais belos, um vaso delicado, e examiná-lo atentamente. Depois de alguns minutos, um leve sorriso de satisfação brotou nos lábios do artista.  A peça de artesanato era perfeita. O tamanho e a forma tinham dimensões exatas; a obra de arte era bem elaborada e delicada.

De repente, para o grande susto do turista, o artesão pegou um martelo e esmigalhou a peça.

- ‘Por quê?’ – gritou o homem, aturdido, quando finalmente conseguiu recuperar o fôlego. – ‘Por que você fez isso?’

O artesão olhou para o turista e explicou.

- ‘Veja, meu amigo, – ele disse – o valor desse vaso não está em sua perfeição. Não está na obra de arte, nem em seu tamanho ou seu formato, por mais belo que ele possa ser. Não, o valor está no fato de que agora eu vou juntar estes cacos novamente... Com ouro!’

O mesmo acontece com a nossa vida. O valor de nossa vida não está na perfeição que vemos ou na falta dela. Não está naquilo que fizemos ou deixamos de fazer. Não está em nosso trabalho, por mais árduo que tenha sido. Não está em nossos esforços, por mais sinceros que tenham sido. Não está na esperança de receberemos uma segunda chance para nos redimir.

Não, o valor de nossa vida está no fato de que Deus não desperdiça nada. Ele pega todos os cacos de nossa vida, até mesmo os mais miúdos e imperfeitos, e os junta novamente com Seu sangue, que é infinitamente mais precioso que o ouro.

Eu acredito que Deus ainda faz com cada um de nós o que Ele disse que faria com os pecados da nação de Israel: “Tornará a ter compaixão de nós, pisará aos pés as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar” (Miquéias 7:19). E, como disse alguém cujo nome desconheço: “Depois de lançar nossos pecados nas profundezas do mar, Deus coloca uma placa dizendo: PROIBIDO PESCAR, para que nenhum de nós fique querendo trazer à tona aquilo que já foi perdoado”.

Então lembre-se: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça” (1 João1:9).

Ele provavelmente terá de nos “quebrar” de novo, mas fique certo que Ele mesmo juntará todos os nossos cacos, e continuará trabalhando com prazer para nos fazer um vaso novo que seja do Seu agrado.

Louve a Deus por isso!
QUE A PAZ DO SENHOR JESUS REINE EM SEU CORAÇÃO
NÃO PERMITA SER TORTURADO PELO PECADO