sexta-feira, 7 de outubro de 2011

A que ou a quem sou fiel...Pergunte-se e reflita...Não dói é particular entre você, seu eu e Deus...

Um aumento significativo do número de evangélicos não praticantes, grande rotatividade de “fiéis” (se bem que essa rotatividade não combina nada com o termo fidelidade) entre as diversas denominações religiosas, e crescimento do número de adeptos ao Islã. Esses são apenas alguns dos dados relatados pela matéria da revista.
Os trechos a seguir me chamaram muito a atenção:
“Assim, muitas vezes, os fiéis interpretam a sua trajetória e o mundo que o cerca de uma maneira pessoal, sem se valer da orientação religiosa.” (p. 60)
“Os vínculos são mais frouxos, o que exige das instituições maior oferta de sentido para o fiel aderir a elas e permanecer. É tempo de mobilidade religiosa e pouca permanência” (p. 61)
“Os neopentecostais, porém, possuem uma particularidade. Seus fiéis trocam de igreja como quem descarta uma roupa velha: porque ela não serve mais.” (p. 63)
“De acordo com a pesquisadora Sandra, se não há o retorno (material, na maioria das vezes), o fiel procura outra prestadora de serviço religioso.” (p. 63)
“Faz dez anos que o número de convertidos ao Islã no país aumentou. E não são os atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, que marcam esse novo fluxo, mas a novela “O Clone”, da Globo.” (p. 64)
O motivos apontados para essa migração religiosa, pelas pesquisas relatadas na matéria da revista, não estão, nem de longe, relacionadas a busca da verdade, ao conhecimento real da vontade de Deus. Ao contrário, refletem uma busca incessante por saciar seus próprios desejos, sejam estes materiais, emocionais, questões de saúde, de relacionamentos, etc… O fato é que os chamados “fiéis” são fiéis apenas ao seu próprio Eu. Sendo assim, eles vão a todo tipo de reunião religiosa em busca de cura, de reatar um relacionamento rompido, de obter bens materiais… e os interesses divinos para sua vida sequer são considerados.
Não temo ser categórica ao dizer isso! Há apenas um Deus e uma verdade. O fato de existirem tantas denominações dentro do cristianismo já é uma clara declaração de que os interesses humanos não estão voltados ao conhecimento do Deus que não muda (Malaquias 3:6)!
Jesus disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14:6). Mas os homens insistem em criar seus próprios caminhos, suas próprias verdades, e aquilo que eles ousam denominar vida!
Durante toda a história da humanidade houve apenas uma verdade, e dois grupos – os que seguem a verdade, e os que criam suas pseudoverdades. A Bíblia nos adverte – “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo.” I João 4:1 – e nos revela uma realidade atual – “E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.” Mateus 24:11.
Ao mesmo tempo, a Palavra de Deus nos traz uma promessa – “Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” João 16:13. Só há verdade em Deus, e aquele que deseja conhecer a verdade de Deus será conduzido pelo Seu Santo Espírito a este conhecimento! O problema é que as pessoas não desejam conhecer a verdade, mas continuar na prática de criar verdades que os mantenham confortáveis.
A matéria da revista termina com a citação de uma verdade absurda:
“Deus é constituído de multiplicidade simbólica, é híbrido, pouco ortodoxo, redesenhado a lápis, cujos contornos podem ser apagados e refeitos de acordo com a novidade da próxima experiência. Agora é o fiel quem quer empunhar a escrita de sua própria fé.” (p. 64)
Homens fiéis aos seus próprios interesses tentam desenhar e redesenhar Deus, tentam criar o Criador à sua imagem e semelhança! Podemos não estar no grupo dos que migram frequentemente entre denominações religiosas à procura de respostas a desejos egoístas. Mas, será que não temos procedido semelhantemente, mesmo sem sair de nossa comunidade religiosa? Será que não temos tentado recriar um Deus que não pode ser criado, reescrever preceitos que foram divinamente estabelecidos, ou tornar as leis de Deus conselhos que não precisam, necessariamente, ser seguidos?
Somos fiéis a que?